20 anos para Dookie, do Green Day

Hoje, dia 1ª/02/2014, é o aniversário de 20 anos do "Dookie", 3º álbum do Green Day.

Cada um tem o seu álbum preferido, aquele disco que marcou uma época, que serviu de trilha sonora para um período especial ou, simplesmente, que tem canções maravilhosas.

Dookie está longe de constar entre os meus favoritos. Aliás, dos discos do Green Day, o "Kerplunk" sempre estará em destaque. Entretanto, é impossível negas a importância do álbum para aquele período da década de 90.

O início da década de 90 estava marcado pela decadência do hard rock. Embora o Guns 'n' Roses fosse se tornar a "maior banda do mundo", o a vez era do grunge. O som de Seattle tomava conta dos ouvidos e camisetas dos jovens do mundo inteiro. Entretanto, Kurt Cobain se matou. Embora, claro, a morte do vocalista do Nirvana seja posterior ao lançamento de "Dookie" (Kurt morreu em abril/94), uma banda que acaba lança apenas aquelas sobras que as gravadoras adoram, mas não podem fazer shows e entrevistas. O foco acaba indo para outro lugar.

Uma observação aqui: o Pearl Jam continuou com o seu sucesso, mas consolidando-se com uma das grandes bandas do rock, não mais presa a um movimento, o que iria acontecer com o próprio Green Day depois.

Dookie não explodiu de início. O primeiro single, "Longview", lançado junto com o álbum, não teve tanto sucesso. Foram "Welcome to Paradise" (lançadas por eles no Kerplunk de 92 e regravada novamente) e "Basket Case" que levaram à banda ao estrelato e os dois singles só chegariam às lojas em outubro e novembro de 94, respectivamente.


Assim, sem o grunge, o caminho estava pavimentado para o Green Day e toda uma turma que tocava música rápida e empolgada. Na esteira do Green Day, veio o Offspring com "Smash" (lançado em abril de 94), depois Bad Religion e Rancid (que recusou uma proposta da Warner - a lenda diz que a oferta veio com uma foto da Madonna nua). Até o Ramones aproveitou o revival do punk e ganhou o disco de ouro nos EUA com a sua coletânea "Ramonesmania", de 1988. E, claro, o próprio Blink 182 alguns anos depois.

Dookie falava para os adolescentes. Era uma trilha sonora de uma geração que buscava entender o seu papel no mundo, estava entediada, mas, principalmente, queria viver.

Que álbum!