A foto é do grupo Brasileiro Anônimo
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Era bem óbvio, já no início da campanha em julho, que o Eduardo Paes seria o vencedor. A cidade recebe uma quantidade de recursos elevada - o que torna qualquer gestão medíocre em boa - e há, também, uma sensação de melhora dada pelas UPPs.

Assim, por que a maioria das pessoas mudaria o prefeito?

Por mais que existam problemas na cidade, a associação deles não é com o atual prefeito; mas, sim, com falhas que sempre existiram no Rio e que se repetem em todo o Brasil. A educação, a saúde e o transporte são caóticos - e sempre foram. E com as obras, há uma perspectiva de melhora.

Fora isso, Paes é profissional e experiente. Em 2008, a batalha pela eleição foi duríssima. Ele teve como adversários Gabeira, Chico Alencar, Molon, Crivella e a Jandira Feghalli. Comparem com os adversários de agora: o Rodrigo Maia que busca sua identidade; o Otávio Leite que fala da Hebe e faz uma abertura psicodélica; a Aspásia que...er...hum... deixa para lá; e o Freixo que tem sérios problemas de TV e uma campanha que não conseguiu passar uma imagem clara para a população (aí, o tempo de TV é crucial).

Assim, o Paes além da sua experiência, tinha a seu favor uma mega estrutura com 20 partidos e uma eternidade na TV. Como combater tudo isso?

A resposta é dificílima. E não estou falando de preferências políticas, mas de comunicação na política, por favor. Freixo quis emular o Gabeira (até se afastou do PSTU, coligado em 2008, mas vetado em 2012), mas sem o seu carisma, inteligência e tempo de TV, já que o verde tinha o apoio do PSDB e do PPS. Nunca assustou.

A reeleição criou a figura das "supercoligações", isso é um problema sério. Em um país com um executivo forte, salvo em caso de extrema incompetência ou roubo comprovado, um prefeito que se candidate novamente estará apenas passando por um referendo. E isso é um péssimo sinal.

Senhores, até 2016.