O blog Primeira Mão, do Globo Esporte, acabou de noticiar que, por discordâncias com o presidente do Conselho Fiscal (CF) do Botafogo, Antônio Carlos Mantuano, os quatro membros a seguir pediram afastamento do órgão:

Antônio Braga e Roberto Costa (titulares) e Adriane Rêgo e Antônio Carlos Pereira (suplentes).

Mantuano perdeu poder no clube: era o vice-geral, passou a presidente do Conselho, o que significa que ele saiu da linha sucessória. Embora seja bom notar que o seu nome estava entre os 14 principais da chapa vencedora para compor o Conselho caso a situação não fosse vencedora (quem perde e faz 20% dos votos, indica 14 nomes ao Conselho).

Resta saber o que houve com Roberto Costa para causar essa ruptura com Mantuano, já que, conforme é sabido em General Severiano, Costa é acionista da empresa onde o presidente do Conselho Fiscal trabalha. E dada a importância de Costa na direção do Botafogo, é difícil acreditar em rompimento por parte deste. Sendo assim, o mais provável é que Mantuano esteja repetindo os passos de 2005 quando também era presidente do Conselho Fiscal e rumou para a oposição.

Porém, ao romper em julho de 2005 com a administração Bebeto de Freitas, Mantuano renunciou à Presidência do Conselho Fiscal e liderou a oposição (que era composta, basicamente, por pessoas que viriam a formar o grupo "Mais Botafogo" em 2011), tendo perdido a eleição para Bebeto em Novembro. Hoje, o ex-vice geral de Maurício Assumpção é rompido com as pessoas que formam o "Mais Botafogo" e não parece haver clima para uma reconciliação. 

Na última semana, a coluna "De Prima", do Lance!, informou sobre uma intenção por parte do CF de reduzir os adiantamentos e também falou de uma polêmica em relação aos números já adiantados.

Dia 25/04

09:08
O Conselho Fiscal do Botafogo deve reduzir amanhã o percentual de adiantamento que a diretoria pode pegar de receitas previstas, com base no orçamento. Hoje, este percentual está em 8,33% ao mês, mas o órgão entende que o índice é alto e pode provocar endividamento futuro. O acordo com o Conselho Fiscal para este índice vinha desde 2009.
A diretoria do Botafogo não reagiu bem à notícia de que o Conselho Fiscal pretende reduzir o limite de adiantamentos a cada ano. Diz que Antônio Carlos Mantuano, presidente do CF, autorizou R$ 22 milhões de adiantamentos quando foi vice de Finanças. De todo modo, a decisão terá que passar pelo Deliberativo.

Em conversa com associados anteontem para apresentar projetos futuros do Botafogo, o presidente Maurício Assumpção afirmou que o clube tem R$ 45 milhões de atrasados de Imposto de Renda e INSS com a União. Assumpção afirmou que o Departamento Jurídico estuda uma forma de quitar os atrasados.
Antônio Carlos Mantuano, atual presidente do Conselho Fiscal do Botafogo, afirma que deixou o cargo de vice-presidente de finanças, em 2010, por não concordar com a política de adiantamentos da diretoria. E que o montante adiantado enquanto ele estava no cargo foi antes autorizado pelos Conselhos Fiscal e Deliberativo.

Enfim, vamos saber como as peças no tabuleiro vão se mexer a partir de agora. De resto, é bom lembrar que Maurício Assumpção não pode concorrer à reeleição e que o vice-geral, Paulo Mendes, por ser executivo da Globo, dificilmente concorrerá à vaga.

Os próximos acontecimentos irão indicar como a relação entre a Diretoria e o Conselho Fiscal irá se desenvolver a partir de agora. E, também, se o clube conseguirá honrar os seus compromissos com essa possível diminuição nos adiantamentos.