Tick, tack...

De certa forma, parte da bizarra campanha do Botafogo neste ano e no passado é culpa da torcida. 

Uma pequena parte dela elegeu o atual mandatário. E outra maior adotou a prática do tem que apoiar até a morte.

Tal atitude, que lembra aqueles pequenos roedores do norte, os lêmingues, que marcham até o oceano mesmo saber nadar provocando milhares e milhares de mortes, é extremamente prejudicial ao clube. Com ela, jogadores desafiaram a torcida mais de uma vez e não houve punição. Assim, constata-se que o pensamento vem de dentro do clube, lá do subsolo de General Severiano.

Os erros se repetem, não importa quem esteja sob a camisa. No alto comando, algumas figuras mudaram, mas o pensamento é o mesmo. André Silva, atual vice de futebol que desapareceu dos microfones, frequenta os bastidores e chefia a delegação em viagens há quase uma década. Enfim, ele já faz parte do problema.

Voltando à torcida: após um ano patético como 2011, não acharam que era necessário reclamar. Começaram 2012 como um aluno preguiçoso no início do ano escolar. Achavam que tudo seria diferente, mas, na verdade, a mudança ficou apenas na vontade. E, obviamente, os resultados estão sendo os mesmos.

Uma torcida que acredita que tudo vai ser diferente com a manutenção de uma zaga com Antônio Carlos e Fábio Ferreira e apenas um reserva, fora, claro, os dois laterais que não são especialistas em nada, não pode esperar grandes coisas.

Assim, vamos brigando com os fatos e com a razão: a nossa esperança reside na entrada do Herrera no segundo tempo para mudar as coisas.

Pobre Botafogo.