E há 9 anos, em uma manhã calorenta de sábado, uma ex-namorada me acordava com as seguintes palavras: "Joe morreu". A voz era fraca e vacilante, quase que esperando que uma negativa minha, que aquilo não passava de brincadeira e que Joe Strummer estava sim, vivo.

Não, não estava.

Joe Strummer, o homem que tentou mudar o mundo e mudou milhares e milhares de pessoas pelo mundo, inclusive, estava morto.

É quase impossível dizer a extensão da influência que ele e, claro, a sua banda tiveram na minha personalidade. Talvez as lágrimas que inundam meus olhos possam ser mais expressivas.

Embora eu nunca tenha desejado a volta do The Clash, Joe Strummer nos fazia felizes como guardião do legado daquela banda maravilhosa e, também, lançando discos incríveis com o The Mescaleros.

O mundo é um pouco mais chato sem ele. Mais conformado. Mais, falsamente, amigável.

Droga, Joe.