Alguns criticam os demais por gostarem de futebol, por serem apaixonados. Triste é que parte das críticas tem como argumento uma ideia de que as pessoas têm uma quantidade de amor limitado e que, assim, ao dedicarem-se a um clube, parte do sentimento é gasto em algo inútil.

Há ainda outra vertente que tenta racionalizar a questão dizendo que não vê sentido em "torcer por um bando de homem correndo atrás da bola". Concordo. Mas só espero que a mesma teoria seja aplicada ao resto da vida. O resultado seria o suicídio ao final do dia.

E, por fim, há ainda aqueles que dizem que, enquanto há torcedores, os jogadores ficam mais ricos. Com isso, a crítica apoia-se na ideia de que tudo é permeado pelo dinheiro, inclusive os sentimentos. É uma visão de mundo. Porém, sem elevar o futebol à categoria de arte, espero que essa pessoa renuncie igualmente aos filmes, livros e pinturas etc.

Com isso, é bom frisar: não há explicação para amar um time de futebol.

E coitados daqueles que vivem apenas como animais, não se apaixonam por música, livros, filmes e por um time. Eles não sabem a alegria que é compartilhar a comemoração por uma vitória, ligar-se aos demais por algo que é maior que todos. Por mais básico que seja, o sentimento de grupo ainda é inerente ao ser humano, seja lá qual for o nível de inteligência ou idade.

Um viva ao futebol.

OBS: Créditos da imagem para Felipe Rodriguez