Sábado, 17h da tarde. Intervalo de jogo na Avellaneda entre Racing e Independiente, com um gol de vantagem para os donos da casa.

A festa é fantástica, de impressionar mesmo. Porém, aproveitei o intervalo e mudei de lugar pois assisti o primeiro tempo em pé e tostando no sol.

Ao meu lado, já no novo lugar, havia um senhor em torno dos 55/60 anos. Ele estava sozinho. À entrada do time, ele sacou o maço de cigarros e tirou um de lá, mantendo-o em sua mão junto ao isqueiro. Depois, levou-o à boca e posicionou o isqueiro perto do cigarro, pronto para acendê-lo.

Mas ele não o fazia. Manteve a posição até o apito inicial, quando, pode, enfim, apreciar o seu fumígeno.

E durante o segundo tempo foi assim, um cigarro atrás do outro, juntos com os palavrões pelos passes errados e vários gols perdidos que poderiam sacramentar a vitória contra o maior rival.

Contudo, aos 40 do segundo tempo, em uma bela jogada, o centroavante do time alviceleste fez o segundo gol, decidindo a partida, para delírio do estádio que temia o gol de empate.

O nosso fumante? Ah, ele sacou do bolso o charuto da vitória e comemorou o belo resultado do seu time querido.

Há poucas coisas no mundo mais incríveis do que torcer. Um viva ao futebol.