"ou eles ou eu"

Tão longe, tão perto.
Tão fácil, tão impossível.
Tão Botafogo...

Há momentos em nossa vida que devemos decidir o que queremos ser. A hora de tomar uma decisão aproxima-se e, mesmo sem saber o que fazer, sabemos que não poderemos escapar. O momento decisivo chega e...passa. Constrangidos, supervalorizamos qualquer mínimo empecilho, tornando-os verdadeiras montanhas no nosso caminho.

O tempo passa e esse comportamento torna-se o padrão. Sem qualquer punição, tomamos como normal essa atitude e, assim, vamos vivendo. A cabeça não pesa, pois, afinal, a culpa não é nossa. Mas, temos certeza, uma hora a nossa sorte irá mudar.

Em algum momento, tal atitude chega a tal ponto que não há mais volta. Nossa personalidade não pode ser alterada a partir de um determinado momento da vida. Mudam-se alguns aspectos, mas a essência estará lá, intacta, a exibir-se principalmente nas horas onde a razão perde espaço para a emoção.

Hoje acreditamos que o Botafogo mudou. Não, estamos errados. De certa forma, houve um equilíbrio de forças que, por um momento, pendeu para o lado novo. Felizmente, este era a antítese de tudo que tínhamos antes e que lamentavelmente volta a preponderar hoje.

E, assim, veremos sempre a praia do mar, mas nunca experimentaremos o prazer de pisar na areia.

OBS: Foto de Pavel Krukov