Intervalo. 2 a 0 no placar e um domínio total do jogo. O Botafogo já havia tirado um pouco o pé do acelerador, mas o Grêmio parecia atônito com a postura alvinegra. Ao final do primeiro tempo, três dos quatro atacantes gaúchos já tinham levado amarelo. No camarote da diretoria gremista, as mãos a todo o tempo deixavam de apoiar o queixo e eram levadas à cabeça.

Com isso, ríamos de alegria e festejávamos a sétima vitória em oito jogos e pensávamos quando alcançaríamos aquele time colorido. Mas, no Botafogo, não existe futuro. Quer dizer, é claro que ele irá acontecer, mas é sempre perigoso pensá-lo com um sorriso. É melhor preocupar-se apenas com o presente. É mais garantido.

E o presente foi a sombra de um passado, que, embora ausente por um período, quase sempre retorna como um pesadelo. Seja na forma de um motivador obtuso e egocêntrico ou mesmo na forma de um jogador lento, incompetente e que tem o dom de transformar situações fáceis em gols. Do adversário, lamentavelmente.

As vítimas não são apenas nós, pobres torcedores que saímos de casa sob um sol de 40 graus. Entre as baixas, encontram-se alguns que ousaram questionar a mediocridade e outros que não são...é difícil estabelecer uma relação aqui. Ambos os lados dessa batalha verbal olham para os seus opostos com espanto e surpresa. Mas, felizmente, do outro lado as deserções aumentam jogo após jogo.

E foram essas as condições para o fim. Resta saber se voltaremos a dormir.