O Botafogo entrou em campo com uma variação do maldito 3-5-2 que deu certo no Carioca, mas que já está ultrapassado. Infelizmente, Joel insiste no esquema que não vem dando resultado.

Na defesa, o Botafogo jogou com Danny Moraes na esquerda e Fábio Ferreira na direita, com Fahel no meio. Um pouco à frente, estavam Alessandro e Leandro Guerreiro. O lateral passou poucas vezes do meio-campo, pois Somália jogava mais à frente, quase com um ala. LG cobriu Marcelo Cordeiro pela esquerda, mas continuou tendo as obrigações de volante. Mas, no primeiro tempo, Cordeiro não avançou tanto.

O meio deixou Lúcio Flávio com Marcelo Cordeiro e Somália, que muitas vezes tinham a companhia de Caio. Por sinal, o jovem atacante é o mais prejudicado do time com esses esquemas, pois além de jogar bem afastado da área onde os adversários podem usar e abusar da violência sem medo de cartão, ele ainda tem que sair correndo para fazer companhia ao Herrera.

A criação do time, em tese, deveria passar pelo Lúcio Flávio, mas, na maioria das vezes, a bola passava pelos pés dos zagueiros ou dos volantes buscando Somália, Marcelo Cordeiro ou Caio pelas pontas. O resultado foi que o Botafogo simplesmente não ameaçou o gol da frágil equipe de Campinas no primeiro tempo.

No segundo tempo, Joel colocou Edno e Jobson, tirando Lúcio Flávio e Fahel, voltando para o 4-4-2. Marcelo Cordeiro cresceu de produção, tendo o Jobson para ajudá-lo, mas não acertou um mísero cruzamento. No total, o Botafogo cruzou 35 vezes contra a área do Guarani, sendo 29 errados. Desses, foram 9 do Cordeiro e 6 do Lúcio Flávio.

O Botafogo finalizou 17 vezes, contra 16 do Guarani. Os dois times acertaram a meta apenas 6 ocasiões.

Os clubes mais bem-sucedidos no futebol brasileiro já mostraram que os programas de sócio-torcedor são um importante mecanismo de fidelização e receitas.

Um sócio-torcedor é muito mais vantajoso para o clube do que um torcedor comum. O sócio-torcedor ADIANTA receita ao clube e ainda permite que ele faça um planeja e ofereça um produto (estádio) melhor aos patrocinadores.

Sendo assim, o que a diretoria faz? Após um período de um mês sem jogos, onde continuamos a pagar (o que está correto), ela DIMINUI o preço dos ingressos, aumentando o sensação de "canoa furada" daqueles que são sócios-torcedores.

Hoje, a Oeste Superior custava 20 reais, antes era 30 reais. O sócio-torcedor paga 50 reais todos os meses.

Na Oeste Inferior, então, a diferença é pior. O preço caiu de 40 para 30 reais. E o sócio-torcedor paga 120 reais.

No Engenhão, o torcedor sempre é desrespeitado.

Sendo assim, deixo a pergunta, você teria interesse em assinar algum plano de sócio-torcedor do Botafogo ao saber dessas alterações nos preços dos ingressos?

OBS: Vou complementar o texto com um post meu no orkut:


existem diversos fatores que levam torcedores ao estádio, mas os principais são:

1 - time

2 - preço

3 - importância da partida

No início, com a lua de mel com o time, a torcida comparecia. O preço não importava. A nossa média, nos 3 primeiros jogos, era a 2ª ou 3ª do Brasileiro, mas em declínio.

Depois, com o time também em decadência, a torcida parou de ir. Ora, está claro que o problema principal da falta de torcedor é o time, não o preço. Se você baixasse ainda mais o preço do ingresso, o público não aumentaria muito.

Ao fazer essas mudanças aleatórias no preço do seu produto, você só o desvaloriza. Cada um aqui está olhando para o seu próprio bolso, mas é preciso olhar para a questão de forma mais abrangente.

No próximo jogo, se o time continuar numa situação ruim, os torcedores vão reclamar do preço, pois eles estão decepcionados com o produto que viram (empate com o Guarani).

E aí, o que o Botafogo irá fazer? Vai abaixar o preço novamente?


Leia mais:

"Um Estudo sobre o Sócio-Torcedor: Introdução (06/05/2010)"

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