"Their solutions are our problems"
(Stiff Little Fingers - "Suspect Device")

Falar do Botafogo é ser repetitivo. É relatar erros em sequência que se arrastam por anos e que não dão a menor impressão que possam mudar um dia. Vamos a um jogo da mesma maneira que chegamos ao trabalho em uma sexta-feira após uma quinta com feriado: entediados e com aquela certeza de tempo perdido rondando a cabeça.

Querer colocar a culpa do "empate-derrota" na falta de sorte ou no pênalti mais escandaloso que a camisa do Fluminense que o Vuaden não marcou é mascarar a realidade. Empatamos pois não jogamos para vencer. Deixamos de ganhar três pontos pois o Joel, para variar, não sabe o que fazer.

Decerto, temos o meio-campo mais ineficiente do campeonato, onde os quatro jogadores que entraram no setor tenham sérios problemas de marcação - quando ela existe, claro. Mas, mesmo assim, conseguimos reverter o placar adverso.

Mas, então, o que faz o treinador? Dilapida ainda mais o setor tirando os dois meias e colocando dois garotos que são volantes e não tinham a menor condição de jogarem hoje.

Aliás, de repente, eu e todos os que assistimos estupefatos às entradas de Felipe Lima e Bruno Thiago estamos errados. Talvez, dois jogadores que tiveram uma passagem medíocre pelos juniores e assinaram contrato de cinco anos com a empresa terceirizada de RH do Botafogo, merecessem estar em campo em um jogo contra o líder do campeonato.

Talvez, como sempre, nós estejamos reclamando demais e tudo esteja correto. Pode ser que sejamos chatos com uma nota só, porém, é apenas o que podemos oferecer: uma nota só.


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