“Obrigado! Agora eu não saio mais do time!”

Ouvir um jogo no rádio é sempre uma agonia. E ter que torcer acompanhado de um aviãozinho do Império da Chatuba, de um fã do Eurico e de outro malandro de abadá (os companheiros aqui de blog) foi mais complicado do que craque Oziel marcando o Robinho na Arena da Ilha, em 2004. Não foi à toa que o Botafogo saiu em desvantagem, esse povo todo estava secando, claro!

Foi só dois saírem do carro que o Botafogo empatou com o zagueiro-artilheiro, Antônio Carlos. Só tinha ficado o aviãozinho, mas nesse ano a coisa está feia para eles, então, a corrente negativa não funcionou.

Felizmente, eu cheguei em casa a tempo de assistir o segundo tempo. E o Botafogo não me decepcionou. O inútil do Lúcio Flávio foi substituído, depois o Sandro Silva e o Alessandro, dando lugar ao Edno Relíquia, Marcelo Cordeiro e Renato Cajá. O time que até então vinha cedendo campo ao clube do estádio de panetone (grande, redondo e cheio de frutinha), encurtou os espaços e criou mais oportunidades. Aliás, se não fosse o Herrera com os seus patins, poderíamos até ter chegado ao gol antes. Não que o bravo argentino tenha jogado mal, mas os seus tombos estavam irritando mais que os cruzamentos do Alessandro.

O Botafogo mereceu os três pontos, principalmente pela metade final do segundo tempo, onde buscou mais o gol do que a equipe do São Paulo. Ricardo Gomes (técnico da equipe paulista) errou feio ao tirar Marcelinho Paraíba e colocar o Fernandinho, o egoísta. Perdeu o único jogador que criava algum perigo e colocou um moleque que não queria dividir a bola com ninguém. Bem, problema é dele, não nosso.

Já temos quatros pontos, o Antônio Carlos três gols, o Loco Abreu vai para a Copa, a camisa nova (sem patrocínio) é bonita demais e o Maicosuel está vindo aí.

É só alegria!